terça-feira, 22 de julho de 2008

ALUGAM-SE NOVAS REALIDADES

Nosso tempo tem se consumido de maneira brusca e inconseqüente... não raro alguém diz que “o ano passou voando” ou “já estou com vinte e tantos anos e tal...” E no meio disso tudo uma inevitável esterilidade afeta a calma que deveria ser intrínseca aos nossos corações humanos. Felizmente, de vez em quando, esse coração se assemelha ao do homem de lata do Mágico de Óz, que vai em busca do mago para ter um coração verdadeiro. Mas essa busca infindável do prazer e também de uma certa dose de loucura não elimina um pouco de dor matutina. Ou vespertina. Ou noturna. Falo desse binômio prazer/loucura pois acho que um não exclui o outro. São necessários pois motivam poetas e músicos, donas-de-casa e estudantes e por aí vai... quem nunca fez uma loucura na vida que atire em mim a primeira camisa-de-força... E falo da dor também, pois ela é parte de nosso processo humano de maturidade. Não estou dizendo que sofrer leva ao conhecimento, não é isso... Mas que nos torna um pouco mais conscientes de algumas coisas, acredito que sim...
Mas algo paira de estranho nos ares da sociedade e não é de hoje. A idéias dos “prazeres compráveis” de Raoul Vaneigen descreve bem essa sociedade em que estamos vivendo, desde o breve século XX até o século de sei lá o que esse aqui vai ser. O que acho absurdo é que o capitalismo, que como já dizia Marx, transforma tudo em mercadoria, esta nos levando ao precipício não só econômico, mas existencial também. Digo isso, pois me parece que as pessoas não desfrutam mais a beleza de olhar para a pessoa amada sem pensar em cifras. Isso me gela o coração desde que eu era um moleque de quinze anos emerso nos meus questionamentos. O fato é que esse mundinho consumista tem arrebentado almas a torto e a direito, e às vezes não está tão visível assim pra nós. E por aí vai indo, pois com esse aparato de consumo quase na velocidade da luz junto com as “responsabilidades” do sistema está fazendo o tempo passar como se não mais existisse a areia da ampulheta e os relógios eletrônicos estivessem todos acelerados demais. E os seres humanos ficam no meio disso tudo, sem sentir mais a doçura de um orvalho em uma manhã clássica de um domingo qualquer ou o gosto de um beijo ardente e apaixonado... ou um olhar romântico e preguiçoso para a lua ou um banho de cachoeira para lavar a alma das “coisas de cidade”... eu poderia nomear muitas coisas, mas deixo aqui um espaço para vocês sacolejarem a
mente ____________________________________.
O sistema aluga realidades todos os dias. Mas não são aquilo que eu chamaria de reais, ou melhor, substanciais e significativas... aquelas que podemos criar podem desestabilizar estruturas e universos... E serem mais aprazíveis ao nosso dia a dia, um tanto quanto preguiçosas, mas decerto prazerosas...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

VIOLETA PARRA - LAS ULTIMAS COMPOSICIONES


Violeta Parra(1917-1967) foi uma cantora chilena, precursora da música folclórica de seu país, que influenciou cantores do porte de Milton Nascimento, Mercedes Sosa e Elis Regina. Tambem era artista plastica e ceramista. Violeta cantou músicas tanto de ideal revolucionário como românticas, e após tanto tempo ainda nos toca o coração...

Link para download.(Para baixar o arquivo, é so colar o endereço abaixo em seu navegador da net que ja vai direto a pagina de downloads).


http://rapidshare.com/files/11951200/violeta_parra_1966_-__ltimas_composiciones.rar

Baixe o arquivo e conheça uma das mais belas vozes de nossa querida e amada América Latina.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

ESPANHA 1936



"Não temos medo de ruínas - nós herdaremos a terra. Não há menor dúvida quanto a isso. A burguesia pode fazer explodir e arruinar seu próprio mundo antes de abandonar o palco da história. Nós trazemos um novo mundo dentro de nossos corações. Este mundo esta surgindo neste momento."
Buenaventura Durruti

COLETÂNIA DE HARDCORE - CANÇÕES ANARQUISTAS


Saudações...

Segue aqui link do CD
V.A. - Recopilatorio Libertario - Los Tiempos Cambian...La Lucha Continua

http://www.badongo.com/file/7137528


trata-se de bandas da cena Hardcore de todo o planeta fazendo covers de canções do operáriado revolucionário... fabuloso!!!

MEU ANARQUISMO ESSENCIAL


Sinto que a liberdade assemelha-se a um canto inteligível... tão bela como se entendesse-mos aquilo que é implícito aos nossos corações. Meu Anarquismo é a expressão de minha liberdade, de pensamento, de agir, de ser homem no mundo em que vivo, de ser pássaro sem destino ao sabor do vento que me dirige as paragens d´alma.
Errico Malatesta dizia que anarquismo significa “ausência de governo, estado de um povo que se rege sem autoridade constituída”. Autogestão e auto-governo seriam as representações da nova sociedade libertária, aurora de tempos em que não houvesse a exploração do homem pelo homem...
Desejos utópicos de quem faz a sua utopia do dia a dia... desejos substanciais de quem quer um mundo onde a opressão não mais nos leve ao calabouço da morte em vida... Dos velhos anarquistas que publicavam seus jornais revolucionários em gráficas no começo do século vinte ao anarco-ecologistas de hoje, existe um ponto de referência para corações e mentes em busca do novo.
Sinceramente, necessitei e necessito de beber nessa fonte idealista e fresca de idéias que o Anarquismo me batizou como um de seus propagadores. Meu Anarquismo essencial é filosófico, mora me meu coração e transborda em minhas palavras, como copo cheio da mais pura água. Eu creio que a Historia é obra dos pequenos, daqueles que não aparecem na sua versão oficial, daqueles que são tidos como os vencidos... e de certa forma acredito que estes um dia vençam, e possam ser senhores de si mesmos...
Eu já ouvi o doce nome da utopia como algo irrealizável... Hoje eu rio largamente de quem quer que me fale do impossível... Imagine em seu sonho mais secreto um povo organizado e consciente e terá o futuro mais belo em que podia imaginar... imagine federações livres e comunidades geridas pelo bem comum e terá em sua mente o que quero lhe dizer...


Sugestões de leitura sobre o Anarquismo e Socialismo Libertário:

No Mundo

Errico Malatesta: A Anarquia
Escritos Revolucionários
Mikhail Bakunin: O Princípio do Estado
Escritos Anarquistas
Pierre Joseph Proudhon: A Propriedade É Um Roubo
Pluralismo e Autogestão
George Woodcock: História das Idéias e Movimentos Anarquistas

No Brasil:

Edgar Rodrigues: Nova Aurora Libertaria
Os Anarquistas: Trabalhadores Italianos no Brasil
Anarquismo À Moda Antiga
Edgar Leurenroth e Helio Negro: O Que é O Maximismo
Edson Paseti:Anarquismos E Sociedade De Controle

quarta-feira, 16 de julho de 2008

DESEJO

Eu desejo que o fogo revolucionário das entranhas da transformação me queime como seu eu fosse um reles transeunte sem destino... para desta forma, tornar-me um sereno contador de estórias de ante-ontem, com o sabor de beijos que façam o amor perder a calma. Eu quero ser uma flamejante tocha sem querosene ou gasolina, mas quero que minha chama seja a Beleza eterna da mãe-natureza, o anseio da humanidade, o desespero de sair da prisão, a catastrofe lúdica de um prazer que me arrebata os sentidos e me eleva a condição de revolucionário... Pois se este mundo corteja e aqueles que nos levam ao cadafalso, que eu seja o próprio martir a regozijar em prantos sulfúricos meu tenro, libidinoso, gritante e anárquico desejo por LIBERDADE!!!!!
Revolucionai-vos...

Macieira

Grandes esperanças não me escorrem mais pelos dedos da mão como areia ou água de nascente pura e sagrada... grandes esperanças envolvem meu intimo como uma canção sem sentido que toca fundo meu coração em êxtase e fúria... Como se tudo fosse esquecido facilmente, meu passado se tornou deveras passado e o futuro, quem sabe, uma carta á ser escrita por crianças sorridentes em um meio dia preguiçoso de domingo... não mais pergunto ansiosamente quem sou ou onde estou... Existir me alimenta mais a alma hoje... e esse alimento fecundo e farto me soterra antigos fantasmas que, até um tempo atrás faziam questão de bater na porta de meus cílios que estão ligeiramente colados... Êxtase e fúria corrompem meu anoitecer e me dão sonhos repletos de doces imagens de um amanhã que será amanhã mesmo...
E eu ainda me chamo pelo nome que meus antepassados guardaram a sete chaves por mim... Meu nome é “aquele que vence a batalha”, nem tão branco como olhos inóspitos podem ver, mas tão branco e tão negro e tão vermelho e tão amarelo que são apenas um...
Eu sou um homem que deseja o amanha como se espera uma maça cair da macieira...