quarta-feira, 16 de julho de 2008

Macieira

Grandes esperanças não me escorrem mais pelos dedos da mão como areia ou água de nascente pura e sagrada... grandes esperanças envolvem meu intimo como uma canção sem sentido que toca fundo meu coração em êxtase e fúria... Como se tudo fosse esquecido facilmente, meu passado se tornou deveras passado e o futuro, quem sabe, uma carta á ser escrita por crianças sorridentes em um meio dia preguiçoso de domingo... não mais pergunto ansiosamente quem sou ou onde estou... Existir me alimenta mais a alma hoje... e esse alimento fecundo e farto me soterra antigos fantasmas que, até um tempo atrás faziam questão de bater na porta de meus cílios que estão ligeiramente colados... Êxtase e fúria corrompem meu anoitecer e me dão sonhos repletos de doces imagens de um amanhã que será amanhã mesmo...
E eu ainda me chamo pelo nome que meus antepassados guardaram a sete chaves por mim... Meu nome é “aquele que vence a batalha”, nem tão branco como olhos inóspitos podem ver, mas tão branco e tão negro e tão vermelho e tão amarelo que são apenas um...
Eu sou um homem que deseja o amanha como se espera uma maça cair da macieira...