quarta-feira, 16 de julho de 2008

DESEJO

Eu desejo que o fogo revolucionário das entranhas da transformação me queime como seu eu fosse um reles transeunte sem destino... para desta forma, tornar-me um sereno contador de estórias de ante-ontem, com o sabor de beijos que façam o amor perder a calma. Eu quero ser uma flamejante tocha sem querosene ou gasolina, mas quero que minha chama seja a Beleza eterna da mãe-natureza, o anseio da humanidade, o desespero de sair da prisão, a catastrofe lúdica de um prazer que me arrebata os sentidos e me eleva a condição de revolucionário... Pois se este mundo corteja e aqueles que nos levam ao cadafalso, que eu seja o próprio martir a regozijar em prantos sulfúricos meu tenro, libidinoso, gritante e anárquico desejo por LIBERDADE!!!!!
Revolucionai-vos...

Macieira

Grandes esperanças não me escorrem mais pelos dedos da mão como areia ou água de nascente pura e sagrada... grandes esperanças envolvem meu intimo como uma canção sem sentido que toca fundo meu coração em êxtase e fúria... Como se tudo fosse esquecido facilmente, meu passado se tornou deveras passado e o futuro, quem sabe, uma carta á ser escrita por crianças sorridentes em um meio dia preguiçoso de domingo... não mais pergunto ansiosamente quem sou ou onde estou... Existir me alimenta mais a alma hoje... e esse alimento fecundo e farto me soterra antigos fantasmas que, até um tempo atrás faziam questão de bater na porta de meus cílios que estão ligeiramente colados... Êxtase e fúria corrompem meu anoitecer e me dão sonhos repletos de doces imagens de um amanhã que será amanhã mesmo...
E eu ainda me chamo pelo nome que meus antepassados guardaram a sete chaves por mim... Meu nome é “aquele que vence a batalha”, nem tão branco como olhos inóspitos podem ver, mas tão branco e tão negro e tão vermelho e tão amarelo que são apenas um...
Eu sou um homem que deseja o amanha como se espera uma maça cair da macieira...